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Inserções do PSDB destacam atuação de Sérgio Guerra em prol do desenvolvimento de Pernambuco em 26/10/2009  às 17:28

As inserções do PSDB estadual voltaram a ser veiculadas dia 18 de setembro, destacando a atuação do senador Sérgio Guerra (PSDB) no posicionamento do seu mandato voltado para o desenvolvimento de Pernambuco. O VT de sessenta segundos inicia com imagens do senador e grandes empreendimentos no Estado como o Estaleiro Atlântico Sul, a BR -144, o Pólo de Poliéster, Porto de Suape e a Ferrovia Transnordestina, todos tiveram o empenho direto de Guerra através de emendas, pareceres favoráveis como relator nas comissões do Senado, entre outras ações.

Um dos exemplos citados no VT é o parecer 1322, que garantiu recursos para o Estaleiro Atlântico Sul, inaugurado oficialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva dia 11 de setembro. “Elaborei e aprovei no Senado o parecer 1322, garantindo recursos para o Estaleiro que tanto nos orgulha e tem gerado empregos para Pernambuco”, disse o senador numa de suas falas para os comerciais.

Outro empreendimento que teve a participação de Sérgio Guerra e que foi retratado no VT é a Ferrovia Transnordestina, cujo trajeto foi ampliado por sugestão do senador. Guerra mostrará ainda que esteve na linha de frente para a derrubada da CPMF e que tem batalhado na redução de impostos para o Nordeste visando acelerar o desenvolvimento da região.

“Mostrar resultados é minha responsabilidade com você”, finaliza Sérgio Guerra num claro recado ao telespectador, que foi apresentado ao trabalho dele como senador por Pernambuco. As próximas inserções do PSDB serão veiculadas dias 4 e 21 de dezembro, em mais uma oportunidade do eleitorado pernambucano conhecer a atuação de Sérgio Guerra visando sempre buscar meios para que o Estado cresça e se desenvolva. Ele costuma dizer:

“Eu não faço oposição a Pernambuco. Nunca farei. Todos os projetos para o Estado sempre terão o meu apoio”.

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Oposição diz que é natural patrocínio cair após denúncias contra Fundação Sarney em 26/10/2009  às 15:36

A oposição classificou nesta segunda-feira de “natural” a decisão do conselho curador da Fundação José Sarney, no Maranhão, de fechar as portas da entidade, depois das denúncias envolvendo a fundação em meio à crise que atingiu o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), disse que os patrocinadores da entidade mostraram que não estão dispostos a se envolver em novos desgastes.

A assessoria de Sarney confirmou que a Fundação decidiu fechar as portas, informação antecipada por Mônica Bergamo, colunista da Folha (a íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL). O local reúne o acervo sobre o período em que o atual presidente do Senado ocupou a Presidência da República.

“É natural. Porque essas denúncias inibem os patrocínios e reduzem a oferta de recursos. Os colaboradores ficam com receio de serem envolvidos em desgastes. Para o próprio Sarney, politicamente, isso evita que ele seja novamente pressionado por qualquer suspeita de irregularidade que ocorra na fundação”, afirmou à Folha Online.

Em meio às denúncias contra Sarney durante a crise do Senado, o PSDB pediu que o Conselho de Ética da Casa investigasse irregularidades sobre a fundação.
O partido também tentou emplacar, na CPI da Petrobras, investigações sobre a entidade –mas elas acabaram derrubadas pelos governistas.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que a ideia de se manter uma fundação com o acervo do período em que Sarney foi presidente da República é positiva, mas lamentou os “métodos” utilizados pela entidade para a captação de recursos. “A fundação ficou coberta de suspeitas. A ideia da fundação é boa, mas os métodos e os meios não foram os mais aconselháveis”, afirmou.

Virgílio lembrou que foram apontadas “irregularidades e vícios” na prestação de contas da entidade. O senador defendeu novas investigações sobre a Fundação José Sarney. “Claro que isso reforça a necessidade de investigações. Mas estamos vendo o presidente Lula dando sinal verde para as irregularidades se repetirem, sem investigações”, afirmou.

A oposição chegou a apresentar na CPI da Petrobras requerimento para investigar a denúncia de que Fundação José Sarney teria desviado recursos de um patrocínio cultural da Petrobras. A oposição pediu cópia de todas as prestações de contas de verbas recebidas da estatal pela fundação, mas os governistas conseguiram rejeitar o pedido liderados pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR).

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Jarbas, Guerra e Maciel, os três melhores em 20/10/2009  às 12:41

Mesmo sem entrar no ufanismo dos partidários da máxima do “Pernambuco falando para o mundo”, é necessário destacar que os políticos pernambucanos têm um alto conceito em nível nacional. Isso faz com que, comumente, a imprensa cite o nosso estado como berço de homens públicos, em sua quase totalidade, responsáveis, éticos e comprometidos com as melhores causas. Pessoas, enfim, para as quais se pode tirar o chapéu.

Esta semana isso ficou mais patente com a divulgação feita pelo Diap – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – da lista dos 100 parlamentares (senadores e deputados) mais influentes do país.

Pernambuco figurou no topo da lista sendo premiado pela inclusão na elite pensante do Congresso Nacional, não apenas de um mas de todos os senadores que fazem parte da nossa atual representação em Brasília: Jarbas Vasconcelos, Sérgio Guerra e Marco Maciel.

Para comprovar a importância da inclusão dos nossos três senadores na lista do Diap basta citar que São Paulo teve incluídos na lista apenas dois senadores, Minas Gerais um e Rio de Janeiro, dois.

Composta a partir de consultas feitas junto a jornalistas, cientistas e analistas políticos, além dos próprios parlamentares com assento no Congresso, a lista do Diap considera em suas análises a reputação, atuação dos parlamentares na tribuna, as citações sobre eles na imprensa nacional, e a capacidade de negociar, liderar, conduzir debates e influenciar escolhas.

Não precisa ir muito longe para concluir pelo apoio da população pernambucana ao resultado da inclusão dos nossos senadores na lista referida. Nas diversas vezes em que teve que se manifestar através do voto os pernambucanos foram claros ao conferir grandes e expressivas votações a Jarbas, Maciel e Sérgio Guerra.

Também não é necessário fazer esforço para enumerar as qualidades dos três e a expressão que alcançaram em nível nacional, sendo conhecidos hoje em todo o país.

O senador Sérgio Guerra, com mais de 30 anos de vida parlamentar e de passagens pelo executivo, é presidente nacional de um dos maiores partidos brasileiros, o PSDB, sendo diariamente instado a se pronunciar sobre o quadro nacional. Citado pelos governadores José Serra e Aécio Neves como um dos mais capazes e articulados dos presidentes do PSDB, será um dos atores principais da eleição presidencial que se aproxima.

O senador Jarbas Vasconcelos, duas vezes prefeito do Recife e governador, em todos os mandatos apontado como o melhor do país, é considerado hoje uma reserva moral do seu partido, o PMDB, e festejado pela coragem de se insurgir nacionalmente contra a prática do toma-lá-dá-cá e pela má condução do Senado.

O senador Marco Maciel, de estilo mais brando, é apontado, igualmente, em todas as rodas, como pessoa de postura ética irretocável que, como os outros dois colegas, dedica-se vinte quatro horas por dia a defender a mudança nos costumes políticos nacionais e a lutar pelo seu estado, Pernambuco.

Membros da bancada de oposição no Senado, os três têm seus méritos ainda mais ressaltados na medida em que, segundo o Diap, 70% dos 100 citados em sua lista fazem parte da bancada governista. Apenas 30% são de oposição.

No momento em que a classe política se encontra, em grande maioria, de moral baixa, com índices de reprovação nas pesquisas superiores aos de aprovação, os nossos três senadores levantam a moral pernambucana e brasileira.

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Sérgio Guerra diz que foi mal interpretado por Mendonça em 18/10/2009  às 11:12

Para o se­na­dor Sérgio Guerra (PSDB), o pre­si­den­te es­ta­dual do DEM e ex-go­ver­na­dor, Men­donça Filho, in­ter­pre­tou mal suas de­cla­ra­ções de que “a Uni­ão por Pernambuco pre­ci­sa­ria ser re­mo­de­la­da e re­pa­gi­na­da”, como havia afir­ma­do o par­la­men­tar tem­pos atrás. O tu­ca­no rea­fir­mou que seu dis­cur­so não su­ge­riu a ex­tin­ção da an­ti­ga alian­ça jar­bis­ta. “Defendo uma mu­dan­ça de es­tra­té­gia na for­ma­ta­ção dos pro­gra­mas e das metas de go­ver­no a serem im­ple­men­ta­das pe­lo can­di­da­to da alian­ça”, disse Sérgio Guerra. Não bas­tas­se os es­cla­re­ci­men­tos, o se­na­dor enal­te­ceu os tem­pos vi­to­rio­sos da dé­ca­da pas­sa­da, fa­zen­do res­sal­vas quan­to ao con­tex­to po­lí­ti­co-so­cial desta dé­ca­da.

“A União por Pernambuco, fruto de uma en­ge­nha­ria po­lí­ti­ca ex­tre­ma­men­te in­te­li­gen­te, ori­gi­na­da em 1994 e con­so­li­da­da em 98, foi a mais ade­qua­da para o am­bien­te po­lí­ti­co e eco­nô­mi­co da­que­le tempo. A con­jun­tu­ra de então era to­tal­men­te di­ver­sa da atual”, ana­li­sou. De certa forma, Sérgio Guerra iden­ti­fi­ca um certo ana­cro­nis­mo nas po­si­ções do de­mo­cra­ta, e re­lem­brou que há dez anos o grupo tinha os go­ver­nos fe­de­ral, es­ta­dual e mu­ni­ci­pal. “Hoje somos opo­­si­ção nos três ní­veis. Portanto, a es­tra­té­gia oti­mi­za­da na­que­le época não pode ser a mesma de hoje. O mundo mudou e evo­lui. E nós temos que evo­luir tam­bém”, aler­tou.

“Pregar mu­­dan­ças e trans­for­ma­ções não sig­ni­fi­ca se­mear a se­men­te da dis­cór­dia e da de­su­nião no nosso arco de alian­ças po­lí­ti­cas. Ao con­trá­rio. Objetiva as­se­­gu­rar que essa alian­ça con­ti­nue forte e efi­cien­te, como era quan­do co­me­çou e go­ver­nou Per­nambuco por oito anos, mas que agora pre­ci­sa ser re­ci­cla­da e ade­qua­da aos novos tem­pos”, pon­de­rou Guerra.

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Guerra não se vê capaz de entender Mendonça em 17/10/2009  às 14:48

Entre algumas interrupções, uma delas para atender o telefonema do governador José Serra (PSDB-SP), o senador Sérgio Guerra comentou ontem as acusações feitas contra ele pelo deputado José Mendonça (DEM). Em princípio, revelou não dispor de “capacidade intelectual para avaliar os gestos e as palavras do deputado”, e portanto não faria comentários. Mas não se conteve. Esclareceu o sentido que pretende dar a uma “nova” União, quando revelou que irá defender o fim do nome União Por Pernambuco para a aliança.

“Foi uma declaração respaldada em marqueteiros. O PFL não mudou de nome? Nunca pensei que fosse ser objeto de confrontação esse negócio de reestruturar a aliança. É só uma opinião minha, tem mais dois partidos (na aliança). Eu disse apenas que não deveria se chamar mais União Por Pernambuco, que a gente deveria ter novos projetos para o Estado, disse isso para gente que sabe ler”, provocou. “O que eu quis dizer é que esse sistema que está sendo implantado, de refinaria, provável siderurgia, estaleiro, redimensionamento de Suape, implica em novos projetos para o Estado. É uma discussão econômica que venho tendo com várias pessoas e todos concordam”.

O senador disse não entender como Mendonça o aponta como uma alternativa para 2010 e três dias depois o acusa de ser o responsável pela desagregação do grupo. “Primeiro ele me lança governador, depois me faz acusações de ser desagregador. E como prova dela, atribui a mim a dissidência gerada por um grupo de parlamentares (o antigo GI). Esse grupo não era do PSDB, mas de vários partidos. E Sérgio Guerra, na ocasião, apenas um deputado”.

Ao aprofundar suas observações, Guerra foi estreitando sua compreensão das acusações de Mendonção. E, indiretamente, parece ter chegado ao X do embate. “O PSDB tem tido um crescimento contínuo. Abriu as portas para quem quisesse sair e nenhum deles saiu. Raimundo Pimentel (deputado estadual), que nos deixou por razões que compreendi, vai votar em mim para senador. Certamente essa não é uma história de desagregador”.

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Falta contar ao DEM em Pernambuco em 17/10/2009  às 11:48

Sérgio Guerra, hoje, em Goiás, dirige seminário nacional dos tucanos que discutirá emprego e inclusão social. Chega feliz da vida após elogio público de Rodrigo Maia, presidente do DEM, que o qualificou como “o melhor cara no PSDB para conversas e entendimentos”. Só falta contar ao DEM pernambucano.

Fonte: Jornal do Commercio / Repórter JC

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Sérgio Guerra diz que cada partido tem o seu tempo de tomar decisões em 16/10/2009  às 16:04

O senador e presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, não deu muita bola para a crítica de Rodrigo Maia ao seu partido por não ter definido ainda o seu candidato a presidente.

” Cada partido tem o seu “timing”. O DEM tem o dele e nós temos o nosso” – disse o senador pernambucano.

O PSDB não definiu ainda o seu candidato porque o governador de São Paulo, José Serra, não quer definir isso agora.

Ele governa o maior Estado do país e não vai tomar uma decisão atabalhoadamente. Está, como diz Joaquim Francisco, sondando a “massaranduba do tempo” e lá para janeiro se definirá.

Não haverá prévia para a escolha do candidato porque se Serra quiser ser não tem problema. Ele é o preferido da maioria do PSDB, do ex-presidente FHC, do DEM, do PPS e da ala do PMDB não lulista.

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PSDB pretende acionar TSE por campanha antecipada em 16/10/2009  às 14:55

O PSDB pretende acionar a Justiça Eleitoral por ver na caravana palaciana de vistoria das obras de transposição do Rio São Francisco todos os ingredientes de um comício eleitoral fora de época – palanques, discursos e críticas à oposição. O partido pedirá à Casa Civil, na próxima semana, informações sobre o custo da viagem capitaneada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra Dilma Rousseff.

O partido planeja usar as informações para ingressar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente e a ministra por uso de recursos públicos em campanha eleitoral antecipada. O documento está sendo elaborado pela liderança do partido na Câmara.

Em declaração classificada como ato falho por sua assessoria, o próprio Lula reconheceu participar de um “comício”. “Nosso projeto original de fazer essa viagem não estava previsto a gente fazer comício. Estava previsto fazer visita às obras”, declarou ele, na quarta-feira, em Buritizeiro (MG).

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), classificou como “escandalosa” e “espalhafatosa” a viagem de Lula, junto com Dilma e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), também pré-candidato à Presidência. “A presença de Ciro Gomes e de outros mais são apoio descarado à divulgação do nome da candidata do Lula, a ministra Dilma”, criticou.

HELICÓPTERO
Na avaliação do tucano, as obras poderiam ser vistoriadas de helicóptero, em uma viagem de pouco mais de duas horas. “O que o governo está fazendo é campanha política deslavada”, criticou. “Por que o presidente não foi visitar os projetos de irrigação parados, os assentamentos do Incra a poucos metros do Rio São Francisco que não têm água para beber? Eles foram lá é fazer festa.”

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), líder do governo no Congresso, rebateu os ataques e disse que a viagem apenas cumpre “agenda de governo”.

“Se isso for campanha, o que o José Serra e Aécio Neves fazem? Viajam para fazer campanha, ainda por cima em horário de expediente, fora dos Estados deles. O presidente e a ministra estão governando o País e têm obrigação de fiscalizar as obras”, reagiu Ideli. “Como a oposição não tem proposta decente, adequada, não tem projeto do que fazer com o País, critica o trabalho dos outros.”

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Contas Públicas em 15/10/2009  às 15:38

Ao tomar posse como ministro do tribunal, José Múcio fez um discurso de conciliação. Disse que o ideal seria que houvesse diálogo para evitar discussões improdutivas. Cerimônia foi bastante prestigiada

O novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro, 61 anos, tomou posse ontem na Corte em meio a um clima pluripartidário e amistoso. A esperada batalha verbal entre dirigentes do governo e ministros do TCU, em função da troca de farpas mútuas, deu lugar a discursos de conciliação. Estavam presentes, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela indicação de Múcio, dez ministros de Estado e os presidenciáveis Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB).

Segundo Múcio, que foi coordenador político do governo Lula, o ideal seria que houvesse um diálogo para evitar discussões improdutivas. “Não creio no exercício fútil da divergência improdutiva e no debate inócuo, porque esse é o lado do espetáculo que serve apenas para distrair os espectadores”, defendeu Múcio. Ele refere-se às recentes críticas trocadas entre o governo e ministros do TCU por conta das paralisações de obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), determinadas pelo tribunal, por suspeita de irregularidades.

No fim de setembro, os ministros paralisaram 13 obras do PAC, o carro-chefe do segundo mandato do presidente Lula. Inconformado, o petista chegou a julgar o tribunal como um “aparelho” da oposição. A indicação de Múcio para o lugar do ministro Marcos Vilaça, que se aposentou, pode ser uma tentativa de neutralizar o que o presidente considera um foco de hostilidade ao governo.

Num discurso objetivo de dez minutos, Múcio deixou claro que vai investir na conciliação, em vez de confronto, e não vai bater no governo. “Sempre que possível, vou preferir orientar e prevenir, em lugar de condenar e remediar.” Por várias vezes Múcio insistiu no discurso do diálogo. “Minha vida pública sempre foi marcada pela convergência, pois acredito no diálogo e na troca de ideias como ponto de partida e de chegada.”

Ontem, na posse, a única resposta mais visível às críticas do governo, feita com um toque de ironia, saiu do discurso do presidente do TCU, Ubiratan Aguiar. Ele agradeceu a Lula por ter sido, como constituinte em 1988, um parlamentar que subscreveu “com seu voto isento” o capítulo que trata das competências dos tribunais de contas, inclusive o TCU, e “a ação do controle que se faz necessário para o aperfeiçoamento da administração pública”. A seguir, ele fez uma saudação discreta ao novo colega.

Elogios explícitos mesmo Aguiar só dirigiu ao vice-presidente, José Alencar, o qual qualificou como “exemplo de homem ético, determinado e de moral elevado”, momento em que teve o discurso interrompido por aplausos. Lula não discursou e permaneceu sério o tempo todo. Só fez um leve sinal de descontração quando José Serra chegou, atrasado. O presidente deu um sorriso discreto e o saudou com o polegar levantado, no que foi correspondido com um aceno.

A posse de José Múcio foi prestigiada. Presentes, o governador Eduardo Campos (PSB) e o vice, João Lyra Neto (PDT), o senador Marco Maciel (DEM), 18 dos 25 deputados federais pernambucanos, além de familiares do novo ministro. Os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Sérgio Guerra (PSDB), relator da indicação de Múcio, faltaram. Jarbas está na Suíça e Guerra disse que avisou com antecedência ao amigo, pois “precisava despachar com muita gente”.

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Fechando lá, fecha aqui em 14/10/2009  às 15:11

Essa incerteza em que a ex-União Por Pernambuco está mergulhada, de Jarbas Vasconcelos ser ou não ser o candidato do grupo em 2010, pelo visto ainda promete muitas especulações em torno de alternativas à uma possível recusa do senador. Raul Henry já figurou no posto de titular do “plano B”. Investigação teórica, nada mais. Agora, o deputado José Mendonça sugere Sérgio Guerra como alternativa ao grupo, caso Jarbas conclua que não deve encarar a parada. Pode se tratar de mais um exercício de averiguação. Tudo junto traduz apenas a inquietação da aliança jarbista. Pois os elementos concretos à definição do cenário de 2010 nas oposições ainda não foram levados à mesa de discussão. Estão atrelados ao fechamento do quadro nacional.

As coisas só se definirão em Pernambuco quando o PSDB decidir sua questão interna. Quando confirmar seu candidato à Presidência da República, e o mais importante, quando definir claramente quais compromissos esse candidato assumirá com a eleição de Pernambuco, com o candidato que encabeçará o projeto. Resolvido isso, o quadro das oposições no Estado fecha na sequência. Porque até a escolha do nome se entrelaça a essas amarras. Havendo a concordância de que Sérgio Guerra é a melhor alternativa ao não de Jarbas, como é que o presidente nacional do PSDB compatibilizará uma campanha majoritária com a missão de tratar da campanha presidencial pelo País? O estudo dessas e de outras questões é o que vai tirar o cenário eleitoral do plano especulativo e jogá-lo, para valer, no das definições reais.

Fonte: Jornal do Commercio – Pinga Fogo (por Ana Lúcia Andrade)

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